19 de abr de 2009

Pradip na Fazenda Café Velho




Ribeirão Preto (SP) – Quem esteve no Brasil foi o indiano Pradipsingh Bhai Raol (na foto ao lado de José Luiz Junqueira Barros), indiano que tem uma longa história com o Gir nacional.

Paradip veio ao Brasil pela primeira vez ainda menino, nos tempos das importações de Celso Garcia Cid e aqui aprendeu a falar a língua portuguesa, o que fez dela o principal elo de ligação do Brasil com a Índia.

Celso Garcia, um homem visionário, que sabia que a língua resepresentava uma grande barreira entre os povos, tratou de acolher Pradip e transformou-o no embaixador dos interesses brasileiros na Índia.

Consta que Celso mandou Pradip para a França para aprender todas as técnicas de Inseminação Artificial e congelamento de Sêmen e isso foi de extrema importância para o desenvolvimento do Gir nacional.

A história de Pradip com o Gir começa com o seu pai, Baradursingji, gerente do gado Gir do Marajá de Bhavnagar, nos tempos em que Celso Garcia Cid estava na Índia tentando trazer zebu para o Brasil.

Segundo histórias de criadores brasileiros que conhecem Pradip e o Marajá de Bhavnagar, foi Baradursingji quem conveceu o Marajá a receber Celso Garcia Cid em palácio e daí iniciar uma relação de amizade entre as famílias do Marajá e Garcia Cid.

Depois, no Brasil, Celso Garcia Cid colocou o nome do pai de Pradip no touro filho de Pusphano na vaca Virbay III DC. Baradursingji, o touro, fez história no por aqui.

Representante
Pradip é a ponte entre brasileiros interessados em Zebu na Índia. Segundo Onofre Ribeiro, que esteve na Índia, “todos que vão a Índia são recebidos e conduzidos por Pradip. Só ele sabe onde tem zebu de qualidade, pois conhece muito de gado e ainda fala português”.

Desde os tempos de Celso Garcia até os dias de hoje, Pradip cuida do gado de brasileiros na Índia. Girbrasil apurou que Pradip mantém um pequeno rebanho de vacas e touros Gir, Nelore e Guzerá de propriedade de vários brasileiros em sua pequena propriedade na cidade de Bavnagar.

Esses animais estão em constante coleta de embriões e congelamento de sêmen. Segundo informações extra-oficiais, cada animal tem um custo de 150 dólares por mês aos seus proprietários.

Pradip também é o representante legal da ABCZ na Índia. É ele que tem autorização, por exemplo, para registrar os animais com o caranquejo da ABCZ.

Importância
Pradip foi, e ainda é, uma pessoa de muita importância para o Zebu brasileiro. Girbrasil apurou que foi Pradip e a mulher quem coletaram sêmen de todos os touros Gir indianos que serviram aqui, mas nunca saíram do Índia.

Viagem ao Brasil
Pradip esteve no Brasil no início desse mês. Foi até Londrina, onde começou a aprender a língua portuguesa, reencontrar à familia Garcia Cid. Lá assistiu o leilão da Fazenda Cachoeira 2C e fez outras viagens pelo Brasil.

Almoçou com o velho amigo Arthur Souto Maior Filizzola, na Fazenda dos Poções, em Jequitibá (MG). Antes de voltar à Índia, Pradip foi à Fazenda Café Velha, em Cravinhos (SP), de José Luiz Junqueira Barros, no dia 14 de abril de 2009.

Quem levou Pradip à Café Velho foi Marcelo Baptista, da Fazenda Castelo, em Jaguariúna (SP), que já esteve na Índia várias vezes e contou com os serviços do Indiano na terra de Ghandi.

Segundo José Luiz Junqueira Barros, o “Bi”, Pradip ficou surpreso com o rebanho da Fazenda Café Velho, “ele viu praticamente todo o meu rebanho, destacando a qualidade racial dos animais”, conta José Luiz.

Bi ficou satisfeito com a alegria de Pradip ao ver o gado, “ele gostou demais, fez muitos comentários positivos dizendo, inclusive, que estou no caminho certo para selecionar Gir leiteiro com qualidade”.

O criador paulista não esconde a satisfação de receber em sua fazenda “um dos homens que mais conhece de gado Gir da face da terra”, ressalta.

Segundo ele, “Pradip tem uma história na Índia e no Brasil que o credencia a dizer o que é bom e o que está no caminho errado, ele conhece tudo de Zebu e, principalmente, de Gir; colaborou com criadores que alcançaram sucesso na seleção no Brasil, como Celso Garcia Cid e Arthur Souto Maior Filizzola, sem falar nos atuais criadores que recebem a assistência dele na Índia, na busca e guarde de animais e linhagens de Gir”.

Bi disse que foi um presente receber Pradip na sua Fazenda para, “humildemente mostrar os meus animais, a minha linha de seleção e receber dele a aprovação de que estou no caminho certo”.

“Passar um dia com um homem, cuja história é a história do Gir brasileiro, ouvindo sugestões e comentários positivos sobre o meu trabalho foram muito gratificantes e redobrou o meu compromisso em selecionar Gir leiteiro com muita beleza racial”, finaliza.






Aqui Pradip ao lado do lendário
Radar dos Poções,
em uma das suas
inúmeras visitas ao Brasil.








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