Uberaba (MG) - No 23º Grupo de touros do Teste de Progênie foram classificados 22 touros de diferentes associados da ABCGIL. A distribuição do sêmen começou oficialmente no dia 16 de outubro de 2008 pelas 450 fazendas colaboradoras localizadas nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Paraná, Paraíba, Rio Grande do Norte e Brasília.
Em breve Girbrasil divulgará as imagens e as famílias desses 22 touros. Aguardem.
Caso haja interesse em se tornar fazenda colaboradora do Teste de Progênie, entrar em contato na ABCGIL pelo telefone 34-3331-8400 ou e-mail girleiteiro@girleiteiro.org.br.
Uberaba (MG) – O tão esperado encontro entre Leda Góes, (foto) diretora financeira da Assogir e Luiz Carrião, presidente, não aconteceu na cidade de Goiânia. Esse encontro foi anunciado pelos dois como forma de acalmar os ânimos dos associados da entidade, que foram convocados via imprensa por Leda Góes, representante de 1/5 dos associados, contra a vontade do presidente, que sacou o estatuto da Assogir e garante que essa convocação “está sem efeito”.
Leda, segundo Carrião, está pressionando o presidente a ter mais presença física na seda da entidade. Segundo ela, “ou ele assume de fato seu cargo, ou teremos que buscar uma saída, inclusive com o afastamento do presidente”. Carrião considera golpe a atitude da diretora financeira. Por outro lado, confirma presença na reunião do dia 16 de novembro, data da Assembléia Extraordinária, “para ouvir os associados, mesmo porque essa Assembléia não terá valor jurídico”, avisa.
Carrião informa também que já está convocando uma reunião de diretoria para discutir uma saída interna para a entidade. Não soube precisar a data dessa reunião, “pode ser antes ou depois do dia 16 de novembro”.
Alheia aos movimentos do Presidente da Assogir, Leda Góes informa que está convidando todos “os giristas, filiados ou não a Assogir” para participarem da Assembléia Extraordinária, dia 16 de novembro. Segundo ela, “os não filiados também devem comparecer, mesmo que não tenham direito ao voto, mas podem participar das discussões, pois são giristas e devem se comprometer com a entidade maior da raça”. Informa que a Assembléia é soberana e muita coisa pode acontecer lá”.
Isolamento
Leda Ferreira Góes disse que é preciso um trabalho vigoroso para revigorar a Assogir, “pois grande parte dos associados se afastou da entidade”. Informa que participam da entidade, ainda, “Eu, o Aderbal (esposo de Leda), a Sabrina (neta de Leda), o professor Carrião, a Carmem (esposa do Carrião), o Luiz Augusto (filho do Carrião) e dona Beatriz Cansado”. Segundo ela, “o resto está fora”.
Quem irá assumir
Girbrasil procurou saber quem assumirá a direção da Assogir numa suposta saída do atual presidente e o quatro não é bom. O 1º vice-presidente, Dr. Paulo Horta, criador em Brasília, pretendia renunciar ao cargo durante a Expozebu 2008, mas foi convencido, segundo Leda Góes, a solicitar apenas uma licença. Segundo também Leda Góes, Aline Rodrigues, 2ª vice-presidente, criadora em Santa Helena de Goiás e filha do governador de Goiás, Alcides Rodrigues, “assumiria somente se não houvesse briga”. O terceiro vice é Waldir Barbosa, que já declarou que não gostaria de assumir essa responsabilidade alegando sua estreita ligação com o atual presidente.
Indagada sobre sua pretensão de assumir novamente a presidência da Assogir, Leda Góes foi enfática: “nunca mais”. Segundo ela, “meu espaço já foi ocupado, não queria fazer parte nem da atual diretoria, já fiz o meu trabalho para o Gir e para a Assogir, agora precisamos abrir espaço para novas lideranças”.
Ela informa que provocou essa discussão todo com a convocação da Assembléia para tirar a entidade do marasmo e superar uma “infantilidade do atual presidente”. Apesar de criticar a administração de Carrião, Leda também não esquece de elogiar “sua competência” como diretor da Abcz. Segundo ela, “o professor foi um excelente diretor da ABCZ, colaborou muito com a nossa entidade maior, é muito dedicado ao Gir e tem grande capacidade de articulação e liderança”. Disse que é uma pena que não está colocando essas qualidades a serviço da Assogir “no presente momento”, finaliza.
Segundo a Secretária da Assogir, Mariana Ribeiro, a atual diretoria da Assogir é composta por:
Presidente: Luiz Humberto Carrião
1º Vice-presidente: Paulo Horta (licenciado)
2ª Vice-presidente: Aline Rodrigues
3º Vice-presidente: Waldir Barbosa
Diretora Financeira: Leda Góes
Diretor Administrativo: Dílson Cordeiro
Diretora de Melhoramento Genético: Isabela Cansado Cardoso
Diretora de Eventos: Beatriz Cansado
Diretor de Pecuária Leiteira: José Mário Abdo
Diretor de Pecuária de Dupla Aptidão: Orlando Giordane
Há uma informação de que Dílson Cordeiro, da Fazenda Vila Rica, em Cocalzinho (GO), renunciou ao cargo e pediu a sua desfiliação da entidade.
Uberaba (MG) – O clima ainda está tenso na Assogir. Dona Leda Góes, depois que convocou uma Assembléia para, segundo Luiz Humberto Carrião (foto), cassar o seu mandato de presidente, está convidando associados e não associados para a reunião do dia 16 de novembro. Disse também que irá procurar o “professor” para conversar sobre essa situação.
Por sua vez, Carrião afirma que está disposto a conversar com Dona Leda na hora que for procurado e em qualquer lugar, “pode ser na minha casa, na casa dela, na Assogir, onde ela quiser”, informa.
Comunicado
Luiz Humberto Carrião, presidente da Assogir, diz que a Assembléia convocada por Dona Leda por meio de edital publicado em Jornal na cidade de Uberaba, “está sem efeito, de acordo com o estatuto da entidade”. Esse comunicado foi publicado hoje, dia 22 de outubro, no site oficial da Assogir na Internet.
Carrião também informa que mesmo sem qualquer efeito, estará na Assogir no dia 16 de novembro, data da Assembléia, “para exercer meu papel de presidente, para ouvir o que os associados têm a dizer”.
Luiz Carrião já começou a exercer seu novo estilo de administrar a Assogir. Lega Góes informa que procurou a Assogir para apanhar alguns documentos e foi informada pela secretária que só o presidente poderia autorizar o acesso a esses documentos, “não entendi essa atitude do professor, haja vista que também sou diretora da Assogir e os documentos da entidade são públicos”.
Diante disso, ela informa que enviará aos associados uma carta e que pagará com o seu dinheiro as despesas postais.
Ótimo texto do Sten, sob o título “Equívocos de Seleção”, muito pertinente nos dias de hoje, e só um dado para comprovar e ilustrar o que o texto diz, no mês passado assisti a uma palestra do Prof. José Bento Ferraz da Zootecnia, da USP, é do mesmo estilo do Dr. Ted Burnside.
O Prof. Zé Bento só veio a confirmar uma das observações que vejo a campo, vaca Holandesa de alta produção não emprenha mais do que 30-35%, isso em grande parte do mundo (talvez na Nova Zelândia onde as vacas são criadas a pasto o índice seja um pouco maior), isso deve-se ao processo de seleção que visou única e exclusivamente a produção, deixando de lado características importantes como reprodução, conformação entre outras.
O Gir não pode trilhar o mesmo caminho, porém não vejo em nenhum catálogo de sêmen a mensuração de Circunferência Escrotal, ou mesmo algum outra mensuração relacionada a reprodução, resistência a doenças (como mastite, etc). O Gir não pode cair nos mesmos erros dos criadores do passado, temos sorte de hoje haver um maior estudo, novas tecnologias e um acesso mais fácil à informação.
São Pedro dos Ferros (MG) - Evandro do Carmo Guimarães, vice-presidente de Relações Institucionais das Organizações Globo e criador de Gir no município de Leopoldina (MG) é o mais novo sócio da Fazenda Brasília, em São Pedro dos Ferros, também no Estado de Minas Gerais.
Evandro do Carmo é um dos principais investidores na raça Gir na atualidade. Tem comprado em quase todos os principais leilões de elite e sempre os lotes mais valorizados.
Ontem, dia 21 de outubro, durante o leilão virtual da Fazenda Brasília, o investidor comprou 50% da vaca União TE de Brasília (foto) por R$ 182.000,00. União, 15.011 kg, é filha de Herdeiro de Brasília na Luzíada de Brasília, 15.388 kg. A vaca tem um histórico de elite: filha de recordista mundial de produção e é uma grande campeã da Expozebu 2007.
Ao comprar 50% desse animal, Evandro do Carmo passa a ter cadeira cativa nos leilões da fazenda Brasília para comercializar os produtos da sua nova aquisição.
Evandro também comprou outros lotes nesse leilão, como a prenhez de Deusa TE de Brasília com Radar dos Poções por R$ 63.000,00. Todas essas somas altas, fora comissão de comprador, serão pagas em 14 parcelas, sendo duas parcelas à vista, mais duas com 30 dias e o restante em 10 vezes.
Corona
Quem voltou a comprar nesse leilão foi o investidor Amílcar Farid Yamin, das Duchas Corona, que na semana passada foi o 2º maior comprador no leilão da Calciolândia.
Deputado Ângeluz Figueira
Ângeluz Cruz Figueira, da antiga Terras de Kubera, agora Kubera Park, também participou do leilão da Fazenda Brasília, comprando por R$ 84.000,00 a prenhez de Luzíada com Sansão. Ângeluz é criador de Nelore, Gir e Deputado Estadual no Estado do Amazonas e ex-prefeito da cidade de Manacapuru por três vezes, uma cidade centenária fundada numa aldeia dos índios Muras, distante 70 Km de Manaus e tem mais de 70 mil habitantes, segundo o censo de 2000. Na última eleição, Ângeluz Cruz Figueira (na foto fazenda campanha abraçando o povo a procura do voto) foi candidato a prefeito pelo Partido Verde (PV) e perdeu a eleição por minguados 359 votos. A derrota nas eleições não tirou seu entusiasmo em investir em Gir.
Silvânia
Eduardo Falcão, da Estância Silvânia, comprou o lote 24, Fartura FIV de Brasília, filha de Meteoro na Oferenda, por R$ 46.400,00. Eduardo fará dia 28 próximo o seu grande leilão durante a Feileite, em São Paulo.
Leda Góes, ex-presidente da Assogir e Luiz Humberto Carrião, atual presidente da Assogir, estão em rota de colisão. Segundo Carrião, Leda quer fazer uma Assembléia Geral Extraordinária da entidade para afastá-lo do cargo, "por meio de uma manobra feita na calada da noite".
Luiz Humberto Carrião, presidente da Assogir e acusado por Leda Góes de abandonar a entidade, “sumindo de Uberaba e das exposições”, ligou para Girbrasil profundamente magoado com a atitude de Leda, dizendo traído pela companheira (veja nota assinada por Carrião), “a qual fui fiel durante 12 anos”. Carrião defende a entidade dizendo que “a Assogir não é uma barca furada”.
Segundo ele, “basta Dona Leda fazer um requerimento ao presidente, que imediatamente convoco um assembléia para discutir todos os assuntos, inclusive meu afastamento, que – completa em tom desafiante – não precisa nem de Assembléia, basta um requerimento assinado por cinqüenta por cento mais um dos associados para que em 15 minutos eu assine minha renúncia, mas terá que ser tudo como determina o Estatuto da Assogir”.
Carrião lamenta que agora tenha virado “saco de pancada, pois todo mundo resolver bater em mim”. Diz que não permitirá que joguem seu trabalho em favor do Gir na lata do lixo, alega que “o Gir me deve muito”, uma alusão aos trabalhos prestados à raça nos cargos que ocupou na ABCZ e na Assogir.
Para o Presidente, a responsabilidade de todos os problemas da Assogir não podem ser creditados somente na sua conta, “não fui eu quem enterrou a Assogir, basta ver as atas de reunião”. Carrião alega que os grandes problemas administrativos e políticos da entidade foram frutos do comportamento centralizador de Dona Leda, “por que mesmo depois de deixar a presidência da Assogir, ela ainda agia como tal”, denuncia.
Diz também que era comum receber reclamações de associados dizendo: “Dona Leda é muito radical”. Mas mesmo assim permaneceu fiel a ela por muitos anos, inclusive apoiando-a “de peito aberto para a presidência da ABCZ, disputa que deixou enormes seqüelas na relação da Assogir com a ABCZ, com fortes e graves retaliações do grupo vencedor”.
Saídas para a Crise
Luiz Humberto Carrião diz que está aberto para discutir um projeto de reconstrução da Assogir, “não sou candidato a presidente novamente, não quero nem mesmo participar da nova diretoria, mas quero que nossas regras sejam respeitadas”, avisa.
Ele diz que apóia e incentiva a filiação e refiliação de novos sócios, “pois precisamos realmente de novas cabeças na Assogir”. Informa que não tem nada contra nenhum criador de Gir do Brasil e conta que quando o nome do José Sab Neto foi apresentando na reunião de diretoria solicitando aprovação para sua filiação, “eu fui o 1º voto a favor, por reconhecer a capacidade de trabalho do Zé Neto, sua história na raça e seu comprometimento com o Gir”.
Por fim, diz que “as portas da Assogir estão abertas para todos os criadores do Brasil para alavancar a raça e a entidade, vamos juntos com o grupo de Uberlândia, com Minas Gerais, com os criadores de Goiás, de Brasília, e de todo o Brasil”. Mas com uma condição: “quero eleições limpas e democráticas na Assogir”, finaliza.
"Durante toda minha vida ligada ao Gir nunca priorizei ser diretor ou presidente de associação alguma, porém, muito me orgulho pelas que passei. Com a ASSOGIR não seria diferente. Tomo as providencias necessárias sobre a convocação feita pela dona Leda por se encontrar de maneira a ferir o Estatuto, todavia, deixando claro que, se for convocada como determina o Artigo 11, § 5º, letra "b", imediatamente, como presidente, tomarei as providencias cabíveis.
Mantenho minha posição de que, se for da vontade da maioria dos diretores e associados, nem precisa convocar a assembléia, com respeito encaminho minha carta renúncia à entidade. Tenho consciência de que fiz o melhor para a raça dentro de minhas limitações, inclusive, no que se diz respeito à fidelidade à presidente que servi por 8 anos e a diretora que me serve a 4. Fidelidade esta, atestada por todo o país, inclusive ironizada por muitos que diziam: "um dia chegará a sua vez". E chegou!
Por que não aceitou minha proposta de renúncia na última reunião da entidade? Por que não recorreu aos tramites legais para convocar a assembléia? Por que falar em mandato tampão com a existência de vices-presidentes? Tudo é muito sintomático, meu caro jornalista.
A convocação terá que ser feita dentro dos preceitos legais. Assim determina o Estatuto e a Constituição Brasileira. Quero deixar bem claro, que não desejo confronto com dona Leda ou quem quer que seja, e sim preservar o estado de direito dentro da entidade e evitando que minha Historia na raça não seja atirada na lata de lixo.
Nunca tive pretensões de levar a raça gir para uma “barca furada”, termo que poderia ter usado ao assumir a associação, em meu primeiro mandato, após uma intervenção judicial em sua administração".
Luiz Humberto Carrião
Presidente da Assogir – Associação Brasileira de Criadores de Gir
Uberaba (MG) – Leda Góes (foto), ex-presidente da Assogir e atual diretora da entidade, “diante do marasmo que se encontra a entidade”, convoca, por meio de edital, Assembléia Geral Extraordinária, na condição de representante de 1/5 dos associados, para o dia 16 de novembro de 2008, às 10 horas, na sede da Assogir em Uberaba (MG).
A notícia está no site da Assogir. Em carta aos diretores e associados, Luiz Humberto Carrião, atual presidente, contesta a legalidade do edital, alegando que o pedido teria que ser feito em forma de requerimento ao presidente para que, em 30 dias, o próprio presidente convocasse a assembléia.
Em telefonema ao blog Girbrasil, Leda Góes lamenta que a situação da Assogir tenha exigido essa medida e diz que fez o edital sob orientação de advogados que lhe garantiram que ela está emparada no código civil brasileiro.
Na mesma carta, Carrião (foto) relembra que não queria ser o candidato a presidente da Assogir e que foi voto vencido em reunião para decidir o candidato na época. Fala também da lealdade e da amizade com Leda Góes e relata que nos últimos tempos vem sofrendo por parte da amiga forte pressão para ter uma presença física em Uberaba e assumir de fato a presidência da entidade. Segundo ele, “a diretora Leda Ferreira Góes insistia na minha presença física constante na sede da entidade, como se não fosse possível administrá-la através da tecnologia da informática e telefone, como outros presidentes que residem à distância o fazem”.
Na mesma carta publicada no site, Carrião diz que “na última reunião de diretoria, mais uma vez pressionado pela diretora Leda Ferreira Góes sobre minha presença física em Uberaba, após esclarecimentos necessários, deixei meus pares muito à vontade sobre um possível afastamento ou renúncia. Por unanimidade, exigiram minha continuidade”.
Por sua vez, Leda Góes conta que nos últimos meses tentou falar várias vezes com Luiz Carrião para cobrar dele uma definição sobre os destinos da Assogir, “mas ele não me atendeu e, então, tomei essa decisão. Estou defendendo o Gir, quero preservar a nossa história de mais de 15 anos trabalhando pela raça”, defende.
Leda Góes tem plena consciência do risco de bater de frente com o atual presidente, “não gostaria que nossa amizade fosse abalada, pra mim isso é muito chato, mas não posso deixar o Gir nessa barca furada”, avisa.
Luiz Humberto Carrião diz que “sozinho saneou as dívidas da entidade”, que desde o mês de agosto de 2008 a Assogir “não deve a credor algum”.
Discordando de Leda Góes, afirma que “o presidente da ASSOGIR não pode permitir que ações que ferem o Estatuto prevaleçam a fim de atender interesses ou vaidades pessoais”.
Sem dizer de quem são essas “vaidades pessoais”, mas em tom conciliador mando um recado à antiga aliada dizendo que está “inteiramente a disposição da diretora Leda Ferreira Góes, para que a convocação seja elaborada dentro dos preceitos legais, e mais, se os anseios da diretora Leda Ferreira Góes forem de afastar o presidente, desde que advenham da maioria dos diretores e associados, nem será preciso tal convocação, pois, com muito respeito encaminharei meu pedido de renúncia à sede da entidade”. finaliza.
Leda não confirma que deseja a renúncia do presidente, “eu e os demais sócios queremos uma Assogir atuante, um presidente que esteja presente na entidade, que participe da vida da associação, que compareça às exposições, que colabore para alavancar a raça”, sonha.
Diz que se o “professor” (como ela chama Luiz Humberto Carrião) estiver disposto a assumir os desafios, defenderá sua permanência, mas se não for o caso, irá solicitar dos presentes à Assembléia Geral Extraordinária uma definição de acordo com o Estatuto, que poderá ser um mandato tampão ou a convocação de novas eleições. Segundo ela, “é preciso encontrar um grupo de criadores que queira trabalhar dioturnamente pelo Gir, principalmente pelo Gir dupla aptidão”.
Veja aqui a íntegra do edital assinado por Leda Góes:
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS CRIADORES DE GIR
“ASSOGIR”
EDITAL DE CONVOCAÇÃO
ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA
São convocados os senhores associados da Associação Brasileira dos Criadores de Gir – ASSOGIR, para se reunirem em Assembléia Geral Extraordinária a realizar-se na sala de reuniões da Assogir à Praça Vicentino Rodrigues da Cunha, 110 nesta cidade, no dia 16 de novembro de 2008 às 10:00 horas, em primeira convocação e às 10:30 horas, em segunda convocação, obedecidos os termos do Artigo 11º, parágrafo 5º, do Estatuto Social em vigência, para deliberar sobre a seguinte ordem do dia: a) Deliberação referente ao parágrafo 7º do artigo 11 do Estatuto Social; b)Outros assuntos de interesse social .
UBERABA, 13 de outubro DE 2008.
LEDA FERREIRA GÓES
Representante de 1/5 dos Associados
Veja o que diz o Artigo 11 do Estatuto da Assogir:
Art. 11 - A Assembléia Geral é o órgão soberano da Associação. Convocada e instalada de acordo com o Estatuto, com poderes para decidir sobre todos os assuntos relativos ao objeto da Associação, sua defesa e desenvolvimento.
Parágrafo 5o. - A convocação da Assembléia Geral Extraordinária, será feita:
a) Pelo Presidente da Associação;
b) Por 1/5 (um quinto), no mínimo, dos associados, todos em dia com as obrigações sociais, mediante requerimento dirigido ao Presidente da Associação, que terá o prazo de 30 (trinta) dias para fazê-lo.
Eu trabalho como Secretário Municipal de Saúde em Pongaí há 4 anos e tenho 38 anos. Meu pai é proprietário de um sítio e exploramos atividade leiteira, venho fazendo um trabalho de melhoramento no rebanho através de inseminação artificial há 3 anos, além disso eu presto assistência administrativa em outra propriedade rural aqui de Pongaí, de um empresário de Jundiaí, o Sr. Luiz Roberto Lima de Moraes, que adquiriu esse sítio a mais ou menos 3 anos e iniciou uma criação de gado Gir Leiteiro, foi assim que comecei a comprar minhas primeiras cabeças de Gir.
O Sr. Luiz é proprietário de 100 cabeças de gir, gado que vem formando através de TE e FIV. Como uma ironia do destino ele veio comprar esse sítio logo aqui, o que me abriu a oportunidade de começar uma criação que até então era apenas um sonho pra mim, desde criança sou apaixonado pelo gado de chifres longos e cabeça tão característica.
Pongaí é um pequeno município na região de Bauru, com apenas 3.530 habitantes, faz divisa com os municípios de Cafelândia, Pirajuí, Uru, Guarantã e Novo Horizonte, neste dividido pelo rio Tietê, com uma ponte de 2,7 km. O município fica a 400 km de São Paulo, 90 de Bauru, 100 de Marília e 200 de Ribeirão Preto.
Estou começando com 10 animais, e já comprei sêmen sexado para dar continuidade em meu pequeno plantel, ainda não me associei a ABCZ, mas já tenho meu cadastro lá.
Um grande abraço, obrigado pela atenção que você tem com os pequenos e iniciantes na seleção de Gir. Isso é muito importante e me encorajou a escrever para o blog.
Gostaria de dar uma sugestão a respeito do teste de progênie. Já conversei com técnicos, pesquisadores e criadores de Gir Leiteiro. Bom, tem um ditado que se fala “TEMPO É DINHEIRO", e o teste de progênie de hoje demora muitos anos para sair o resultado dos touros e é necessário que tenha no mínimo 20 fêmeas em lactação e um índice de 75% de transmissão dos touros para suas filhas.
A sugestão é a seguinte: Fornecer sêmen sexado para as fazendas colaboradoras comprometidas, responsáveis e de credibilidade dos touros em prova. Mas não fornecer apenas as palhetas com 3 milhões de espermatozóides, mas sim de 6 a 10 milhões. Para isto deveria ter a colaboração do governo em reduzir os impostos, as centrais terem sua participação e os donos dos touros também.
Sabem o porquê disso? Veja só: os touros Radar, Benfeitor, Everest, Impressor, Jacaré, Modelo, Meteoro, Cabaré e entre outros já morreram e suas provas duraram anos para saírem suas provas. Com o fornecimento de sêmen sexado para as fazendas colaboradoras reduziria o tempo de resultado de prova dos touros, os mesmos estariam mais jovens e todos nós, criadores, centrais de inseminação, os proprietários dos touros e o governo ganhariam. E a evolução da Raça Gir Leiteiro seria bem mais rápida e por conseqüência a produção de leite aumentaria.
Grande abraço,
Marcelo Rezende Queiroz
Sítio Vale Azul - Governador Valadares - MG
Nota do Editor:
Nós aqui no Estado de Goiás trabalhamos para que o ano de 2008 seja o último ano de uso de sêmen convencional no teste Embrapa/Girgoiás. A 5ª bateria de touros, 2009, provavelmente será com sêmen sexado de fêmea. Será um ganho para a pesquisa científica.