10 de dez de 2007

Associação Nacional do Girolando tem novo presidente

Goiânia (GO) – A Associação Brasileira dos Criadores de Girolando elegeu nova diretoria na sexta-feira dia 7. O novo presidente é José Donato Dias Filho, ex-vice-presidente. José Donato substitui Marcos Amaral. Veja a composição da nova diretoria e observe a quantidade de criadores de Gir nesta entidade:

Presidente - José Donato Dias Filho
1º vice-presidente - Fernando Antônio Brasileiro Miranda
2º vice-presidente - Maurício Silveira Coelho
3º vice-presidente - Nelson Ariza, 58 anos
4º vice-presidente - Jonadan Hsuan Mim Ma,
1º diretor administrativo - Milton de Almeida Magalhães Júnior
2ª diretora administrativa - Maria Inêz Cruvinel Rezende
1º diretor financeiro - Marcelo Machado Borges
2º diretor financeiro - Eugênio Deliberato Filho
Diretor de Relações Institucionais e Comerciais - Carlos Eduardo Ferreira
CONSELHO FISCAL:
GUILHERME MARQUEZ DE REZENDE
MARIA DELCIRA DE QUEIROZ ALVES
SILVIO DE CASTRO CUNHA JÚNIOR

SUPLENTES CONSELHO FISCAL:
EDUARDO JORGE MILAGRE
FRANCISCO ISIDRO DIAS PEREIRA
VITOR SÉRGIO DE ANDRADE ACÊDO

CONSELHO CONSULTIVO

VALDIR HENRIQUE SILVA

ANTÔNIO JOSÉ JUNQUEIRA VILLELA

JOAQUIM LUIZ LIMA FILHO

MÁRIO ROBERTO EWBANK SEIXAS

ROBERTO ANTÔNIO PINTO DE MELO CARVALHO

SUPLENTES CONSELHO CONSULTIVO

GABRIEL DONATO DE ANDRADE

INOCÊNCIO GOMES DE OLIVEIRA

JOSÉ OLAVO BORGES MENDES

LEONARDO MOURA VILELA

RODRIGO SANT’ANNA ALVIM

CONSELHO DE REPRESENTANTES ESTADUAIS:
AL – JOSÉ ALMEIDA DE OLIVEIRA
AL – PAULO EMÍLIO RODRIGUES DO AMARAL
AM – ANTÔNIO DE PÁDUA CARNEIRO
AM – RAIMUNDO GARCIAS DE SOUZA
BA – JOSÉ GERALDO VAZ DE ALMEIDA
BA – LUIZ TARQUINIO DUARTE PONTES
BA – MARCO ANTONIO SILVA NAVARRO
CE – CRISTIANO WALTER MORAES ROLA
CE – FRANCISCO FEITOSA ALBUQUERQUE LIMA
CE – RONALDO SÉRGIO COSTA ALMEIDA
DF – DILSON CORDEIRO DE MENEZES
DF – EROTIDES ALVES DE CASTRO
DF – RUBIO FERNAL FERREIRA E SOUZA
ES – RODRIGO JOSÉ GONÇALVES MONTEIRO
GO – AGOSTINHO OMAR GUEDES
GO – CARLOS LANIA ARAÚJO
GO – ELMIRIO MONTEIRO MARQUES JÚNIOR
GO – ITAMIR ANTÔNIO FERNANDES VALE
GO – LEONARDO VELOSO DO PRADO
MA – JOSÉ CARLOS NOBRE MONTEIRO
MA – JÚLIO RODRIGUES DOS SANTOS
MG – FREDERICO DE TOLEDO SORDO
MG – AMAURI ANDRADE PEREIRA
MG – JOSÉ RICARDO FIUZA HORTA
MG – LUCIANO CANDIDO PEREIRA NETO
MG – MÁRIO VALTER MAMPRIM DA SILVA
MG – PAULO HENRIQUE MACHADO PORTO
MG – RAFAEL TADEU SIMÕES
MG – SALVADOR MARKOWICZ NETO
MG – TAYLOR DIAS DE CASTRO
MG – VALÉRIO MACHADO GUIMARÃES
MS – ORESTES PRATA TIBERY JÚNIOR
MS – RONAN RINALDI DE SOUZA SALGUEIRO
MS – RUBENS BELCHIOR DA CUNHA
MT – JOÃO BATISTA DE SOUZA
PA – ÁLVARO CALILO KZAN FILHO
PA – ZACARIAS PEREIRA DE ALMEIDA NETO
PB – ANTÔNIO DIMAS CABRAL
PB – YVON LUIZ BARRETO RABELO
PB – WAERSON JOSÉ SOUZA
PE – CRISTIANO NOBREGA MALTA
PE – ERIBERTO DE QUEIROZ MARQUES
PE – GUSTAVO ALBERTO COCENTINO DE MIRANDA
PE – WALDEMAR DE BRITO CAVALCANTI FILHO
PI – ANTÔNIO JOSÉ MELO E SILVA
PI – MERVAL NERES DOS SANTOS FILHO
PI – ONOFRE MARTINS DE SOUSA
PR – ANTÔNIO FRANCISCO CHAVES NETO
PR – BERNARDO GARCIA DE ARAÚJO JORGE
PR – SALVADOR RICO FILHO
RJ – FILIPE ALVES GOMES
RJ – HERBERT SIQUEIRA DA SILVA
RJ – JAIME CARVALHO DE OLIVEIRA
RJ – LUCIANO FERREIRA GUIMARÃES
RN – HAROLDO ABUANA OSORIO
RN – MARCELO PASSOS SALES
RO – JOSÉ VIDAL HILGERT
RO – MÁRCIO AUGUSTO DAS NEVES SILVA
SE – JULIUS CESAR ALVES ROLEMBERG MENDONÇA
SE – LAFAYETTE FRANCO SOBRAL
SE – RICARDO ANDRADE DANTAS
SP – ANTÔNIO VILELA CANDAL
SP – BRAULIO CONTI JÚNIOR
SP – EDUARDO FALCÃO DE CARVALHO
SP – FERNANDO JOSÉ MIRANDA
SP – JOÃO CARLOS DE ANDRADE BARRETO
SP – JOSÉ ALBERTO PAIFFER MENK
SP – LUIS ROBERTO FONSECA FERRÃO
SP – WALDIR JUNQUEIRA DE ANDRADE
TO – ELI JOSÉ ARAÚJO
TO – REJANE MARIA AMARAL
TO – VANDEIR SEBASTIÃO VIEIRA


9 de dez de 2007

Mais sobre controle leiteiro oficial

Caro Rosimar,

Primeiro lhe cumprimento pela iniciativa de seu Blog, alem de democrático o mesmo presta um grande serviço para raça Gir. A questão do controle leiteiro é simples: vamos esquecer as frações e vamos aos números redondos: 16.000/305 dias = 52,45 quilos dia. Creio que esta marca não foi cravada em nenhum torneio leiteiro oficial onde se sabe que a vaca é super "preparada". Se se considerar a quebra da lactação teríamos que iniciar esta lactação com mais de 80Kg dia. Eu não acredito em Papai Noel. Um dos criadores mais sérios do Brasil sem dúvida alguma é o Dr. Marcello Morais, de Abaeté/MG (foto). Além de sério é proprietário de um gado Gir de raça inquestionável. O mesmo deixou de participar dos controles oficiais ao argumento de que o gado dele não toma qualquer tipo de estimulante e não teria como concorrer com outros. Assim, acredito que não só auditoria independente, mas deveríamos estimular a análise do leite. O Gir que o Brasil necessita é aquele que produz leite a pasto, sem aplicação de qualquer tipo de substância estimuladora de produção, adaptado a nossa realidade. A raça Gir tem muito para evoluir neste campo, porém a luta é no campo da genética.

José Patrício da Silveira Neto
PIRAPORA/MG
(por e-mail)

8 de dez de 2007

O Grande Trunfo da Nossa Pecuária Leiteira

Goiânia (GO) – Ivan Ledic, pesquisador da Embrapa e lutador pelo desenvolvimento, melhoramento e sucesso do Gir leiteiro, publicou o livro “O Grande Trunfo da Nossa Pecuária Leiteira” (foto da capa). Este livro pode ser adquirido via Internet, por R$ 12,00. Vale à pena.

Sinopse - Apesar de possuir uma grande aptidão para a agropecuária, o Brasil precisa incrementar consideravelmente a produtividade de leite. Gir - O Grande Trunfo da Nossa Pecuária Leiteira demonstra que o Brasil tem todas as condições para desenvolver uma pecuária leiteira que se compare aos níveis internacionais, principalmente por ter o Gir, uma raça zebuína totalmente adaptada ao nosso país.

Este livro conta a história da pecuária brasileira do último século, passando também pelo papel que o Gir desempenha, as características da raça, sua pureza, e como tem sido preservada e difundida por meio dos processos de melhoramento genético e do árduo trabalho de associações, universidades e empresas. E conclui recomendando o gado Gir como o mais indicado para o aumento de produtividade da pecuária leiteira nacional.

6 de dez de 2007

1º Leilão Virtual Úbere - Gir leiteiro

Goiatuaba (GO) - Sábado, dia 8 de dezembro, às 14 horas, pelo canal Rural, Marcelo Coelho irá colocar à venda o resultado do seu trabalho como selecionador de Gir Leiteiro. Será o último leilão de Gir Leiteiro de 2007, é hora de aproveitar para comprar produtos dos principais touros provados do Brasil com vacas de alta lactação, como Xantina da S.J.

Não faça nenhum compromisso para depois do almoço de sábado. Ligue a TV e fique esperto ao telefone. É hora de comprar.

Controle Leiteiro na mira de auditoria

Goiânia (GO) - A seleção de Gir no Brasil tem se destacado bastante devido ao avanço nos resultados obtidos na seleção. Dois fatores chamam a atenção. O resultado surpreendente do teste de progênie Embrapa/Abcgil e os resultados oficiais do controle leiteiro das fazendas que selecionam “Gir Leiteiro”.

Em mais de duas décadas de teste de progênie, vários touros já ocupam o podium de animais melhoradores. Mas a Controle Leiteiro das vacas é o item que mais chama a atenção dos especialistas.

O crescimento meteórico das lactações de alguns plantéis tem despertado a curiosidade e até a suspeita de que alguma coisa não está certa nesse processo. Mas tudo é muito difícil, pois são resultados oficiais do Ministério da Agricultura, por meio da sua delegada, a ABCZ – Associação Brasileira de Criadores de Zebu, que faz o controle, desde à pesagem na fazenda, o processamento dos resultados e a divulgação. Um processo que, teoricamente, não tem como ser manipulado.

Mas as suspeitas surgem e surgem onde menos poderia se esperar. A ABCZ está preocupada com isso e tem tomado medidas para diminuir as possibilidades de manipulação dos números das lactações das vacas brasileiras em controle leiteiro oficial. Para isso, está fazendo auditoria nas fazendas participantes, descredenciando técnicos suspeitos de facilitarem as fraudes e instituiu a esgota das vacas na presença do controlador um dia antes da pesagem.

José Olavo

Recentemente o presidente da ABCZ, José Olavo (foto), fez uma reunião com criadores de Zebu em Goiás, no auditório da SGPA – Sociedade Goiana de Pecuária e Agricultura, em Goiânia, onde anunciou que a ABCZ será intransigente para garantir a lisura do Controle Leiteiro Oficial. A entidade contratou uma empresa externa para fazer uma auditoria no controle de Ponderal e Pesagem do leite.

Segundo José Olavo, “as irregularidades serão punidas, chegando até a expulsão do criador do quadro de sócios da ABCZ”. No caso do Controle Leiteiro Oficial, o presidente levantou fortes suspeitas de que existem irregularidades nos números divulgados ao afirmar que “não é possível essas lactações que estão aparecendo, está fora da realidade”. Ainda bem que a própria ABCZ está duvidando dos seus números. Ainda é tempo de moralizar esse controle leiteiro. Para nós criadores de Gir, essas medidas são extremamente importantes para a moralização da atividade de seleção de Gir no Brasil.

Não é possível conviver com esse mundo da fantasia (ou da mentira). Isso de alguma forma prejudica o crescimento da raça. Existe aqueles que acreditam nos números fantasiosos e compram animais com expectativas que jamais se confirmam e existe outros tipos de criadores que não acreditam e ainda fazem uma contra-propaganda da raça. Ambos os casos têm acontecido.

Teste de Goiás

Segundo o Superintendente Técnico-Adjunto de Melhoramento Genético, Carlos Henrique Cavallari Machado, a ABCZ tem interesse no fortalecimento e crescimento do Controle leiteiro Oficial. Segundo ele, “A ABCZ não cobra nada para fazer o controle, os custos são para o controlador”.

Sobre isso, a Girgoiás – Associação Goiana dos Criadores de Gir, presente nesta reunião, solicitou da ABCZ amplo apoio para a realização do Teste de progênie Embrapa/Girgoiás, com os touros dos criadores de Goiás, principalmente na busca de mecanismos e facilidades para que o maior número possível de criadores do Estado participe do Controle Leiteiro.

Segundo Emílio da Maia de Castro, presidente da Girgoiás, os custos com o Controle Leiteiro é um entrave para sua efetivação em Goiás. Por isso, propôs à ABCZ um convênio com a Girgoiás para que a ABCZ treine e credencie novos técnicos em vários municípios do Estado para diminuir os custos com os controladores. O presidente José Olavo disse que fará tudo que for possível para o desenvolvimento da pecuária leiteira nacional e Carlos Henrique Cavallari Machado disse que “a ABCZ tem interesse em participar do teste de progênie Embrapa/Girgoiás”.

A Girgoiás agora tem a responsabilidade de apresentar propostas que garantam a continuidade do teste, principalmente garantindo que todas as fazendas colaboradoras do teste façam o controle leiteiro, porque sem ele, o teste não tem razão de existir.



5 de dez de 2007

Gir na Colombia

Pereira (Colômbia) – A cidade colombiana de Pereira foi sede da 60ª Feira Nacional do Cebú (zebu) da Colômbia. O evento foi no mês de novembro de 2007 e contou com os trabalhos de juiz de José Jacinto Júnior (foto), o cantor da multidões, jurado oficial da ABCZ, que julgou nessa Feira. Segundo José Jacinto, a região de Pereira é muito bonita, “situada em um dos vales da Cordilheira dos Andes”. Conta que lá tem um ótimo rebanho de gado Gir, “todo feito por meio da nossa genética brasileira”.

José Jacinto foi um dos três jurados da raça Gir com os jurados Andrés Arenas (COL) e César Payan (COL), que, segundo José Jacinto, “são grandes conhecedores de Gir”. O julgamento contou com 202 animais “de exelente qualidade, tão bons quanto os nossos animais aqui do Brasil”, ressalta.

Por fim, José Jacinto solicita a publicação das fotos da Grande e Reservada grande Campeã e do Grande e reservado Grande Campeão: “Gostaria que você colocasse essa notícia no Blog do Gir, para que todos saibam que nossa seleção e nosso trabalho com a raça Gir estão colaborando com a difusão da genética de Gir para o mundo inteiro e obtendo excelentes resultados”, finaliza.

Vaca Grande Campeã_______________________________


Vaca Reservada Grande Campeã___________________

Touro Grande Campeão___________________________

Touro Reservado Grande Campeão_________________

Fazenda Genipapo - Uberlândia (MG)



Uberlândia (MG) – Paulo Roberto Andrade Cunha (foto), produtor de leite em Uberlândia, Presidente do Sindicato Rural de Uberlândia e criador de Gir, aproveita toda sua experiência como produtor de leite na seleção de Gir leiteiro. Dono da fazenda Genipapo, fez bonito na última expogir de Uberlândia com Amora da Genipapo e Gemada da Genipapo. Duas vacas jovens e produtivas.

4 de dez de 2007

Comentários e considerações sobre o mito da despigmentação na raça gir



O Padrão Indiano da Raça Gyr, traduzido do Boletim nº 27 do Conselho Indiano de Pesquisas Agrícolas e que serviu de modelo ao que foi adotado pela S.R.T.M. (In O Zebu na Índia, no Brasil e no Mundo – pág. 226/231 – de Alberto Alves Santiago), ao caracterizar a pele (item 5: pele, pêlos e escudo) diz o seguinte:

“A pele é solta, flexível, fina e de cor preta ou clara. Os pelos são curtos, bem assentados e formando uma cobertura fina e macia. O escudo é amplamente desenvolvido sobre o úbere e as coxas, expandindo-se com boa largura e contínuo até os ísquios”. O destaque é nosso.

Vale lembrar que a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu, então S.R.T.M., ao instituir em 1937 o padrão das raças zebuínas, referentemente ao Gyr, no item pele, entendeu - em sede de caracterização - descrevê-la exclusivamente como de coloração preta, excluindo, com efeito, a descrição indiana: “... preta ou clara...”“.

Além da exclusão feita -veja bem- seja por prudência ou mesmo por um princípio acautelatório, entenderam os técnicos de então adicionar sub-itens ao padrão recém criado e ou adotado, inserindo nos mesmos: O QUE É PERMISSÍVEL e O QUE DESCLASSIFICA.

É de se concluir, por uma questão lógica, que tais adições, por acolherem indefinições é que deram margem ao equívoco conceitual que desde então vem contaminando o entendimento de alguns: de que a pele clara PODERIA... SER DESPIGMENTAÇÃO.

Tendo o Padrão Racial decretado, ou melhor, prudentemente acolhido a condicionante: “... desde que a pele clara esteja localizada nas partes sombreadas...”, fica a certeza, ou melhor, o reconhecimento tácito de que a pele clara, além de se constituir em característica definidora da raça, trata-se, com efeito, de uma característica inerente à sua natureza.

Além do que, se assim não fosse reconhecido, não haveria sentido lógico e muito menos uma razão determinante para a inserção do mencionado sub-ítem ao padrão racial.

Quanto ao sub-ítem (que desclassificam”), por se tratar de um habitante dos trópicos, tanto aqui como acolá (Índia), vale o seguinte entendimento e ou conclusão.

Tendo a Comissão Técnica da A.B.C.B. elaborado o Padrão Racial das Raças Zebuínas e, em virtude do acanhado conhecimento que se tinha à época referentemente ao zebu em virtude da predominância cultural zootécnica à época (zootecnia européia/bos taurus) - e, também, impõe a hipótese, para se precaver aquele órgão de acasalamentos equivocados, sua equipe técnica adicionou o mencionado sub-ítem “que desclassificam” que se destina evitar e ou erradicar as escaras e gafieiras que, em derradeira análise, são as feridas provocadas pela ação solar incidente nos no gado europeu e nos euro-mestiços.

Tenho a impressão de esta questão de pigmentação no couro do zebuíno e, de modo peculiar no Gyr, não passa - salvo melhor juízo - de um preconceito que durante muito tempo contaminou e se constituiu em enorme obstáculo aos avanços genéticos da espécie em questão.

Se for permitido (e o é) que a pele do gyr, além da cor escura, naturalmente também se apresente com a cor clara, tal circunstância, com efeito, se constitui uma característica da raça, conforme enunciado no padrão indiano.

Se de outra forma o fosse,e por hipótese admitir-se uma deficiência da raça – digamos - de natureza biológica, em hipótese alguma poderia se incorporar, ou melhor, se integrar no rol de suas características morfológicas definidoras de seu padrão racial, mesmo que como condicionante.

Daí a conclusão lógica: por ser uma característica da raça Gyr recepcionada pelo padrão da raça como permissível “... nas partes sombreadas...”, a toda evidência que a pele do gyr tanto pode ser ou escura ou clara.

Demais disso, a experiência milenar (Boletim nº 27 do Conselho Indiano de Pesquisas Agrícolas e Boletim nº 46/Imperial Council of Agriculture Research) dos indianos está a nos atestar que a pele do gyr é “... solta, flexível, fina e de cor escura ou clara”.

O preconceito da despigmentação na pele do Gyr, cuja existência e permanência no criatório foi assegurada pela teimosia ou excessiva cautela de alguns setores oficiais apesar das evidencias e até comprovação científica (tenho um trabalho elaborado pelos Drs. Jose Amir Ribeiro e Edson Reis que o comprova), senão por pirraça, muitos resistiram e alguns poucos ainda resistem em exorcizá-lo do criatório.

Na verdade, salvo melhor juízo, o que muito contribuiu ao equivocado e desastroso preconceito, foi o desconhecimento do que é despigmentação e, obviamente, a contrario sensu, o que é pigmentação.

Pigmentação é a coloração da pele ou coloração de um tecido por pigmento escuro ou pigmento claro.

Fica fácil entender que despigmentação é a ausência de pigmento na pele, valendo, ainda lembrar - a titulo de curiosidade - que a cor clara é a presença de todas as cores e a cor preta é a ausência de toda e qualquer cor. . .

Nesta linha de raciocínio cabe ainda o seguinte registro. A coloração clara, sendo refletora como de fato o é, nada penetrará e tudo será devolvido; se escura tudo penetrará e nada será refletido.

Vai daí que o zebuíno, e de modo especial o GYR que aqui enfocamos, por ter sempre vivido, milhares de anos, em regiões de climas os mais quentes do planeta, notadamente em nosso país, onde o sol em entorno de extensão considerável, cai em topo, e, não inclinado como no resto do mundo, para poder cumprir adequadamente a sua destinação econômica, a natureza, ou melhor, o meio ambiente que o acolheu e com o qual vive e convive, o dotou de uma característica que lhe proporciona e, mais que isso, lhe confere, uma disponibilidade biológica, ou melhor, uma potencial característica de modo a estabelecer um equilíbrio entre a cor da pele e pelo.

O que realmente há e que sempre houve, é uma inadequadação de conceitos entre a despigmentação existente no bos taurus e a pele clara com que a natureza compôs o zebuíno.

Daí é que, quanto aos animais despigmentados, como sói acontece com os taurinos e seus descendentes (euro-mestiços), quando expostos ao sol causticante dos trópicos, em geral cobrem-se de escaras e gafeiras em forma de cascões doloridos e sensíveis ao toque (saliência nossa).

Levando-se em conta que as diferenças raciais têm somente a profundidade da pele, ou seja, diferençadas apenas pela aparência externa ou zoológica (cupim, crânio, chifre, orelha, PELE, pelo etc.), e que tais diferenças se destinam à caracterização de um determinado padrão racial, é inaceitável indefinições, ou melhor, exclusões paliativas seguidas de situações excepcionais quanto às mesmas, mesmo que algumas pequenas e sutis modificações e ou transformações se operem, seja pela ação do tempo ou mesmo pela incidência do meio ambiente, mas que nunca poderão ser aceitas como substanciais, a ponto de contaminarem o padrão racial.

Jose Alfredo de Alencar Barreto
Fazenda Caraíbas/MG
Selecionador e criador de Gado Gyr da marca Eva-White.

3 de dez de 2007

Quer vender sêmen? Ou comprar?

Goiânia (GO) – Orlei Freitas (foto), maior comerciante de sêmen de touros raros da América Latina, atualmente morando em Goiânia, está comprando sêmen dos touros abaixo relacionados. Se você tem, ou sabe quem tem, procure o Orlei. Orlei avisa que compra qualquer quantidade e a responsabilidade e os custos de transporte são por conta dele. Não se preocupe.

Orlei de Freitas
062 3877 5919
062 8469 6479
MSN: arroba_orlei@hotmail.com
skype: arroba.orlei
orkut: arroba orlei

Gir no México

Estimado Rosimar,

Nuevamente te escribo para felicitarte por el Blog Girbrasil, donde oportunamente me entero de todas las noticias en torno a esta raza tan importante para los países tropicales. Es muy importante para la formación de mi criterio como criador de esta raza, leer el foro de discusión en torno al tema del Gir lechero o Gir de doble aptitud. Humildemente pienso que solo hay una raza llamada Gir que debe ser lechero, pesado y caracterizado. Paro gracias a la visión de los criadores y seleccionadores brasileños del siglo pasado, ahora los criadores actuales podemos encontrar varias líneas de sangre dentro de la misma raza (diversidad genética), que nos permiten hacer las combinaciones posibles para formar el tipo de ganado gir adecuado a las condiciones climáticas del mercado usuario, como un saco a la medida.

Yo estoy utilizando semen tanto del gir lechero como de doble aptitud y estoy consolidando dos tipos de ganado; uno de color rojo (rojo, rojo sardo y sardo rojo) y otro de color sardo moro (usando toros con sangre EVA o ZS).

Comentarios adicionales sobre la raza Gyr en México

A diferencia de Brasil, donde la raza Gyr ha tenido una contribución fundamental en la pecuaria brasileña, en nuestro país no ha tenido una participación importante.

Desafortunadamente los primeros criadores de esta raza le dieron una enfoque equivocado a la raza, pues se comenzó a usar como una raza de corte lo que provocó que perdiera terreno frente al Brahman y a las cruzas de razas taurinas de carne.

En los años 90as, cuando los pocos criadores de Gyr que había comenzaron a terminar con sus hatos yo apenas estaba iniciándome, de tal manera que en la actualidad mi criadero es uno de los mas numerosos y consolidados del país. Esto me ha favorecido porque ahora que el ganadero usuario se esta dando cuenta de las bondades de la raza, sobretodo para producir el Girolando, me estoy quedando sin competidores. El 80% de los toretes vendidos van a criaderos de Holstein y el resto para cruzar con otras razas comerciales de carne o leche, buscando mayor producción de leche y habilidad maternal en las hijas.

Con mucha satisfacción me doy cuenta, en las exposiciones donde he participado, de los comentarios positivos sobre mi ganado, refiriéndose a que mis toros han dejado excelentes vacas lecheras o que el Gyr que ahora ven es mucho mejor en estructura y conformación al que se veía hace 15 o 20 años, etc.

Por último te solicito me envíes todo ejemplar que se edite de la revista Girbrasil.

Saludos cordiales.

Eleazar Sánchez Zepeda, de Jalisco, México.

________________________________________________

Nota do Editor sobre a propriedade de Eleazar:

Ganadería Minumba SC de RL

www.minumba.com.mx

Localização:

Ubicada en el municipio de Sta. María del Oro, en el estado de Jalisco, México, en la región occidental del país.

El hato se compone de 350 cabezas, 80% Gir (sardo rojo y rojo sardo) y 20 % Gir sardo moro (no estoy de acuerdo con la raza Sardo Negro, que es un híbrido de Gir moro- EVA o de ZS- con Indubrasil, Guzerat o con cualquier cebú).

Gir Fazendo bonito no Mato Grosso do Sul

Colorado DOBI


Santa Rita do Pardo (MS) – A fazenda Porta do Céu, dos irmãos Zanatta, bem na entrada do Estado de São Paulo, está utilizando Touro Gir PO par produzir animais pesados com fêmeas de outras raças e cruzamentos. Quem nos envia essas informações é o médico veterinário Antônio Braz Zanatta Júnior, um dos donos da “Porta do Céu”. Pelo nome Zanatta deve ser o “São Pedro” do Mato Grosso do Sul.

Zanatta é criador de Gir e adquiriu de José Luiz Junqueira Barros, de Ribeirão Predo (SP) o Touro Colorado DOBI (foto), filho de Krishneto, foi campeão Júnior Maior em Uberlândia e Uberaba em 2006 e Reservado Grande Campeão em Uberaba em 2006.

A base do gado Gir de Zanata vem dos criatórios de Helbânio Barbosa (Laguna Carapã (MS) e de Omar Carvalho Cunha, de Presidente Prudente (SP). Zanatta conta que no início da sua criação, pensava somente no leite, “mas quando começamos a desmamar bezerros pesados tanto no gado puro, como no cruzamento, percebemos que um outro lado da raça poderia ser explorado e – continua – percebemos que esse lado é um pouco esquecida pela maioria dos criadores, que é o corte”. Segundo ele, Colorado DOBI é o touro “que veio para cumprir esse papel”.

A fazenda Porta do Céu está intensificando os cruzamentos no gado de corte com touro Gir, principalmente na vacada meio sangue Angus, Simental e Pardo Suíço e também em um pouco de Nelore.

Zanatta se comprometeu em enviar fotos dos produtos Gir com a vacada de corte para o Blog para o Brasil e o mundo ver essa outra alternativa do Gir.

29 de nov de 2007

Doutor também em gir


Goiânia (GO) – O Blog Girbrasil presta uma justa homenagem ao companheiro criador de Gir Leonardo Rodrigues. Jovem batalhador que se formou em Medicina pela Universidade Federal de Goiás. O Dr. Léo é um apaixonado pela raça Gir e, apesar de jovem, já é um grande conhecedor da raça. Ao jovem criador e agora doutor, nossos votos de sucesso na nova e promissora profissão e na seleção de Gir. Léo também é diretor da Girgoiás – Associação Goiana dos Criadores de Gir e um dos responsáveis pelo sucesso do teste de progênie Embrapa/Girgoiás.

Paixão pela raça Gir

Bom dia Rosimar,


"Tenho uma pequena propriedade no norte do Paraná, e no final do ano passado resolvi iniciar a criação do gado gir, que, para mim, até então era totalmente desconhecido. Havia na propriedade alguns animais meio-sangue holandês, Jersey e outros zebus com cruzamento com nelore. Mas nada de excepcional. Na verdade, só davam trabalho. Foi quando vendi todos os animais (exceto alguns mais antigos e que já podiam ser considerados da família), e adquiri duas matrizes de Eduardo Falcão - uma linhagem da Fazenda Brasília e a outra da própria Estância Silvânia (tive que me desfazer de mais de 20 cabeças para adquirir essas duas matrizes), que, atualmente, estão em plena lactação, com uma boa produção de leite.

Portanto, valeu a pena. Empolguei-me tanto pela raça que logo em seguida adquiri mais uma novilha em leilão realizado pelo Sr. Francisco Jalles Neto (Patrimônio da Silvânia em vaca linhagem Jaguar 3R - Uaçai Jaguar) e, posteriormente, mais duas novilhas em leilão virtual, uma linhagem da Calciolândia (Marcante em vaca Impressor x Everest); e outra fechada na linhagem Fazenda Poções (neta materna e paterna de Radar dos Poções e Espantoso).

Até agora já foram inseminados três animais (fazendo de tudo para emprenhar as vacas com sêmen sexado, diga-se, o que não é muito fácil - não quero tirar cria macho, pois não pretendo vendê-los para corte, já que, como reprotudores, é quase impossível a sua comercialização por aqui, pois na região somente se tem criação de gado holandês e jersey). Mas, acreditando no potencial da raça e, mais do que isso, na beleza e harmonia que transmitem ao lugar que os abriga, espero continuar trilhando esse caminho escolhido, já que, como se sabe, difícil é não se apaixonar e se entusiasmar pelo Gir.

Sucesso".


Heldon Teixeira - Rancho Mano Bom

Curitiba (PR), 29/11/2007



Ulmera Cal (Marcante Pati Cal X Reatadora Cal),

animal de Heldon, com dois anos de idade e

inseminado com sêmen sexado de fêmea do Meteoro.

28 de nov de 2007

QUAL É O TRANSMISSOR DO LEITE? III

O Gir é uma raça leiteira

Guarapari (ES) – Quem escreve um longo artigo desta vês é o criador Roberto Balsanello (foto), de Guarapari, no Estado do Espírito Santo. Roberto tece um longo comentário, bem fundamentado sobre o artigo de José Alfredo Barreto publicado no blog Girbrasil no dia 25 de novembro de 2007.

Prezado Zé Alfredo e outros companheiros criadores,

Muito respeito suas opiniões, porém venho aqui tentar discordar um pouquinho de algumas.

Vou colocar algumas passagens com alguns adendos para o texto muito bem escrito pelo José Alfredo Barreto. Em alguns momentos, até o que escrevi aqui estão no texto dele posteriormente.

1- No cruzamento do Gir com o holandês (girolando), qual das duas raças é a transmissora de leite? O holandês concorre com o quê?... O zebu concorre com o quê?”
Para se atingir resultados econômicos desejados, o bom senso indica que o caminho há muito encontrado é o cruzamento entre o gir e o holandês: espécies distintas e, se oriundas de linhagens bem trabalhadas, com certeza se obterá resultados funcionais espetaculares, não só leite, mas carne também.
Demais disso, - complementando - se a heterose nada cria senão fazer ressaltar atributos funcionais, é de se concluir que quanto mais tipificadas e ou caracterizadas as duas espécies (gir/holandês), mais satisfatório há de ser o resultado.”

COMENTÁRIOS:
Tecnicamente sabemos que o holandês vai nos dar leite, persistência de lactação, melhoria reprodutiva e facilidade de ordenha principalmente. O gir vai contribuir com rusticidade (neste quesito entram vários fatores de adaptabilidade aos trópicos), e sim, aumento de sólidos no leite.

Quando o senhor diz que são espécies diferentes, é um engano, pois se fossem diferentes, os produtos seriam estéreis, na verdade são da mesma espécie, porém de sub-espécies diferentes, sendo o taurino: Bos taurus taurus e o Zebuíno: Bos taurus indicus.

Quanto a questão da heterose, acima afirmado, sou da linha de se acasalar uma genética de alta produtividade, com animais muito tipificados quanto a produção de leite do holandês, com animais de genética conhecidamente de boa produção do gir. Lembrando que, os animais muito caracterizados do holandês (vejamos a genética canadense), não tem uma boa tipificação de leite igual ao holandês americano. Uma vez que sabemos que os canadenses priorizam na maioria das vezes a beleza e padrão racial e os americanos a alta produtividade aliada a tipificação leiteira.

2- “DEPARA-SE COM O SEGUINTE QUADRO. A consangüinidade não compraz com interesses imediatos. Apura, geneticamente, tanto as qualidades quanto os defeitos, permitindo, com o seu emprego, a obtenção de linhagens; raçadores e a criação uma diversidade genética.”

COMENTÁRIOS:

Vinha escrevendo tudo coerente, quando se chega ao ponto e escreve que a ‘consangüinidade permite a criação de uma diversidade genética’. Oras bolas, se tem consangüinidade, diminui a diversidade genética. Isso é óbvio.

3- “Para se fazer uma pecuária produtiva, destinada ao pleno abastecimento, seja de leite ou de carne, não se pode abdicar da Raça Gyr e ainda, equivocadamente supor que essa raça poderá substituir outras ou ser substituída. Mas através de um gir conformado à realidade e não um gir que existe apenas em nossa imaginação, o que conseqüentemente se faz uma exarcebada exigência de seu desempenho, exigindo dele muitíssimo além de sua potencialidade. É que, por ser o Gyr dentre os zebuínos, aquele que mais dá leite, equivocadamente somos levados a situá-lo como raça leiteira, sendo que, na verdade, o Gyr é uma raça boa de leite.”

COMENTARIOS:

No 1º parágrafo, discordo do senhor no quesito leite e carne. Gir é pra leite e ponto final, mesmo o padrão, o padrão ta começando os testes de progênie, e vai vir pra leite e com raça! O gir poderá sim substituir outras raças no futuro, talvez nos meus netos, bisnetos ou mais pra frente, é óbvio. O holandês, o jersey, tem mais de 400 anos de seleção, o Gir tem nem 1 século ainda (observando quesitos produtivos). Temos muitos anos atrás, mas que com as tecnologias, vamos correr por fora, mas vamos chegar a um patamar muito alto.

No 2º parágrafo, diz que estamos exigindo muito além da potencialidade, estive tentando achar aqui o trabalho apresentado no 8th International Workshop on the Biology of Lactation im Farm Animals, feito pelo competente Prof. João Negrão, mostrando toda bomba hormonal na hora da ordenha, e parâmetros, mostrando que o GIR tem sim potencial, porém falta a seleção, esse trabalho é muito bom!

O Gir sim é uma raça leiteira, raça leiteira carro-chefe do Zebu. Vamos selecionar!

O 2º texto o senhor trouxe outras afirmativas, que me permita discordar de algumas (como o mundo ia ser chato se todo mundo pensasse igual, né?)

Quando o Senhor fala que seleção só se faz com endogamia, endogamia é perigoso demais, uma vez que segundo Faria (2002)* – “ Para viabilizar os programas de melhoramento genético, torna-se necessário conhecer os diferentes fatores que potencialmente interferem no processo seletivo. O tamanho efetivo da população é um dos que chamam a atenção, pois seu decréscimo pode estar associado ao aumento do nível de endogamia. Isso ocorre principalmente em razão do uso intensivo de alguns poucos touros melhoradores nos rebanhos e do aumento observado da variância do número de progênies por reprodutor em gerações sucessivas. Endogamia alta implica redução da variabilidade genética, o que afeta as características relacionadas à reprodução e ao valor adaptativo dos animais, e a expectativa de se obter resposta futura à seleção.”

*FARIA, F.J.C. Estrutura genética das populações zebuínas brasileiras registradas. 2002. 177f. Tese (Doutorado em Medicina Veterinária) – Escola de Veterinária, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG.

Seleção de uma raça deve-se utilizar a maior variabilidade possíveis de touros para conseguir uma variabilidade genética e melhores resultados, ou seja, sim, heterose dentro de uma própria raça, uma vez que as linhagens (aí a importância da endogamia feita por alguns criadores, um exemplo o gado EVA iniciado por seu estimado sogro e que hoje o senhor dá continuidade).

A endogamia é pode ser usada até 10%, acima disso, começa a aparecer efeitos deletérios pra raça (num trabalho de Cunha e colaboradores, 2006), chegaram à conclusão, que é preocupante esse índice para características de herdabilidade baixa e média, na raça nelore.

Ou seja, fazendo endogamia, vamos ter (como o senhor mesmo disse), aparecimento de características boas e ruins, ou seja, em algum ponto importante para pecuária (por exemplo, reprodução), pode ser deletério. Entendem?

Vejam este trabalho, e vão entender melhor:

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-09352006000300015&lng=&nrm=iso&tlng=

Quando o senhor diz que a herdabilidade para produção de leite é baixíssima, é outro engano, sabemos que para produção de leite varia entre 0,15 a 0,24 e que para ser alta tem que ser 0,30, ou seja a herdabilidade é média, e sim, influi muito num acasalamento. Lógico que em ambientes de igual manejo, os animais sofrendo mesmas influências do ambiente.

Apesar destes poucos pontos em que discordo do senhor, o texto está muito bom e é um importante documento para a história da raça Gir. Um grande abraço ao senhor e aos demais companheiros criadores. E ao Rosimar Silva que propicia este maravilhoso espaço para divulgar nossas idéias e aprofundar o debate sobre seleção e melhoramento da raça Gir no Brasil.

Roberto Ximenes Bolsanello

Médico Veterinário – CRMV-ES 700
Especialista em Zootecnia com ênfase em Bovinocultura Leiteira – UFLA / MG
Mestre em Medicina Veterinária com ênfase em Saúde Animal – UNESP, campus de Botucatu-SP.
Inspetor da Associação Brasileira dos Criadores de Gado Jersey – Núcleo ES
Criador e Selecionador de Gado GIR em Guarapari (ES)

Nota do Editor:______________________________________________________

Roberto Bolsanello trabalhando duro, fazendo
diagnóstico de gestação em fazenda de Jersey.

QUAL É O TRANSMISSOR DO LEITE? II

Goiânia (GO) – recebi e-mail de José Alfredo Barreto, de Sete Lagoas (MG), tecendo algumas considerações acerca do seu artigo QUAL É O TRANSMISSOR DO LEITE?, publicado aqui no Blog Girbrasil dia 25 de novembro, domingo. Se você ainda não leu o artigo, aproveita o estímulo e leia. Se achar que pode contribuir com essa discussão, deixa um comentário ao artigo

"Prezado Rosimar Silva,

Parece-me que o meu texto não foi entendido ou não se quiz entender. Os questionamentos que fiz não se dirigem diretamente para o gir leiteiro, claro que indiretamente. O proposto foi, em primeiro lugar, qual é a raça que mais contribui para a formação do girolando? Em segundo lugar, para se produzir uma vaca girolanda produtiva - produtiva mesmo - o criador que faz tal cruzamento necessariamente tem de lançar mão de um gir oriundo de uma seleção voltada a fixar características tais destinadas à formação de tal mestiço; em terceiro lugar, demonstradas as qualidades e insuficiências, tanto do holandês quanto do gir, aquele, no que se relaciona às insuficiências, questões climáticas, esse, no que diz respeito às seus desempenhos, biológicas, e, assim, juntados "os cacos" a pecuária nacional "descobriu" o girolanda; em quarto lugar, que seleção só se faz com a endogamia; em quinto lugar, que a heterozigose faz "explodir" aptidões funcionais (carne e leite); em sexto lugar, a baixíssima herdabilidade do leite e, por fim, o desafio que é a seleção leite; conquanto a baixa herdabilidade somada ao único processo seletivo capaz de construir, seja uma raça ou uma linhagem dentro de uma raça, é a endogamia e pelo que se vê os leiteiros, à unanimidade, confrontando o método (veja o convite recente da Assogir) lamentando a consangüinidade (!!!) existente ... no rebanho leiteiro”.

27 de nov de 2007

Hilton fatura alto em leilão

Belo Horizonte (BH) – Hilton da Cunha Peixoto (foto) faturou R$ 526.080,00, no último dia 21 de novembro com o Leilão de Liquidação de Plantel Gir Leiteiro. Foi um sucesso de vendas. 100% vendido. Foi um leilão de recinto com mais de 500 pessoas presentes e transmissão pelo Agrocanal. Segundo Cláudio Lara, um dos assessores do evento, os compradores foram dos Estdos de Minas Gerais, Ceará, Rio de Janeiro.
A Comercializa Leilões e a Terra Leilões foram as organizadoras do Evento. As fotos do catálogo de divulgação foram feitas por Marcelo Cordeiro, de Belo Horizonte.

Foram vendidos 39 animais, média de R$ 13.489,23. A vaca Fantástica TE Gavião (CA Everest X Boêmia Talão da Cal), cria de Carlinhos Caldeira Brant, do lote 23 e capa do folder promocional do Evento, foi o animais mais cara do leilão, vendido para o condomínio Enir Barbosa (Fazenda Qualizul) e Ermelindo da Rocha Faria por R$ 49.600,00.

15 outros lotes tiveram lances superiores a 15 mil reais. O maior comprador do leilão foi Pedro Venâncio Barbosa, de Pará de Minas, dono da marca Gir Cristal, mas que é também um grande criador de Nelore. Aliás, a maioria dos presentes e compradores do leilão do Hilton era de neloristas, principalmente de Minas.

Essa está sendo uma tendência dos leilões de Gir em todo o Brasil: a presença de criadores de nelore comprando e pagando altos preços. Se os neloristas estão entrando para a seleção de gado Gir é porque o negócio não dever ser tão ruim.

Parabéns aos Hilton da Cunha Peixoto e aos organizadores do evento que propiciaram um grande negócio e uma excelente divulgação do agronégocio do Gir.

1º Leilâo Virtual Úbere - Gir leiteiro

Que saber mais sobre o leilão Úbere, de Goiatuba (GO)?

Click aqui

Resultado completo do julgamento da expouberlandia (MG)

Uberlândia (MG) - Girbrasil publica aqui os endereços dos resultados completos dos dois julgamentos da raça gir na Mega Exposição de Gir de Uberlândia (MG). Vale à pena conferir o resultado, ver a pontuação dos melhores criadores e melhores expositores. Além da visita, você ainda pode copiar para o seu arquivo pessoal em seu computador. Boa sorte.

click e veja:

Um ou três juizes para julgar na Expozebu?

Goiânia (GO) – O Blog Girbrasil levanta os temas, a galera logo inicia uma discussão na comunidade Girbrasil, no Orkut (site de relacionamento na Internet - quem tiver Orkut vale à pena uma visitinha). Vejam aqui o debate que está acontecendo na Comunidade Girbrasil sobre a decisão da ABCZ em reduzir de 3 para 1 juiz nos julgamentos dos animais na próxima Expozebu.

Roberto Bolsanello – do Espírito Santo:

1 juiz só! O que acharam?

Uberaba (MG) - Reunião da diretoria da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) determinou no último dia 13 de novembro que a 74ª Expozebu terá apenas um jurado por raça. Os julgamentos também serão comparativos. Ou seja, o juiz chamará para si a responsabilidade de escolher o melhor animal da competição. "Todas as informações sobre os animais estarão disponíveis da mesma forma. Mas o jurado deverá comparar aqueles que entenderem que são fortes candidatos ao campeonato e então escolher as classificações", explica o presidente da ABCZ, José Olavo Borges Mendes. A determinação vale para todas as raças zebuínas que participarem da Expozebu. A ABCZ está se comunicando com as associações promocionais das raças zebuínas para que elas incluam a forma de julgamento nas feiras promovidas por cada uma. (notícia veiculado no blog Girbrasil)

Galera, eu ainda preferia a versão com 3 juizes.

Caio Sandro – de Caldas Novas (GO):

Pra mim é bom e mais sério, ou é bom ou não é, isso aos olhos dele, pois para criador já e uma outra conversa.


José Alfredo Barreto – de Sete Lagoas (MG):

Talvez esta nova versão seja melhor porque sendo um, esse não terá que "escorar" no outro para justificar fundamentos e motivos de julgamento. Assume a "onça". Além disso, de uns tempos para cá, os julgamentos foram tão "banalizados" que muitas vezes nem se lembra qual touro ou vaca foram os campeões. O padrão cedeu lugar ao cocho e, assim quem pode gastar mais... Não estou generalizando, mas a maioria dos resultados.

Roberto Bolsanello – do Espírito Santo:

Oi Zé...

Mas será que não é muita responsabilidade pra 1 pessoa só. Pessoas têm visões diferentes,... Juizes pensam diferentes... Sei lá. Preferia 3 ou até mais.
Um abraço.

José Alfredo Barreto – de Sete Lagoas (MG):

Na esteira de seu entendimento, o bom mesmo seria uma porção de juízes, um limite correspondente ao número de criadores expositores... Não é gozação não!!! O que acontece é o seguinte: o juiz julga a rês; nós, da assistência, os juízes. De mais a mais, a exposição que deveria ser uma "aula viva" se torna um marketing que levam muitos ao engano. Tantas são as influências... Que o ideal seria abdicar de limites e, por exemplo, expor uma vaca com vinte anos "paridinha de novo" e acabar com os limites de idades e coisas afins que só servem para "fertilizar" a imaginação daqueles que só pensam em premiações.

Roberto Bolsanello – do Espírito Santo:

Zé...

Concordo com a questão de idade limite... Não só isso... Outras muitas coisas... Já tava na hora de um “conselho” revisar toda a questão de julgamentos...
Quanto à questão de juízes... Acho legal que tenho ao menos 3, pois aí não seguem só uma linha de raciocínio... Uma vez que a melhorar pra um pode não ser pra outro... E a melhor vem de um consenso... Sem falar que um pode fiscalizar a influência de fatores externos do outro (convenhamos que comprar 3 é mais difícil que comprar 1). Se em banca de mestrado tem 3 membros, de doutorado 5, jogo de futebol tem 4, basketball tem 5, Miss Universo tem uns 10, natação tem uns tantos e mais os fiscais, entendem onde quero chegar?
Apesar de ser juiz auxiliar da ABCZ, auxiliei pouquíssimas vezes, e na maioria em nelore, e podia ver a discussão entre os juízes quando se tinha uma dúvida... Acho altamente saudável isso. Tenho experiência no Jersey, que fui criador e sou técnico e juiz da raça, onde se tem só um juiz. Toda exposição é briga no final porque o juiz segue uma linha não interessante pra grande parte dos que estão sendo julgados. Lembro de um caso no ES, onde minhas novilhas não eram as melhores e ganharam pq o juiz super famoso levava em questão na maior parte PANÇA, isso mesmo. O negócio dele era pança. Ou outro juiz que conheço que só de bater o olho ele sabe que o animal é da linhagem “tal” de Jersey que é a que ele cria e só sai campeã dessas linhagens. Estão me entendendo? É complicado. Acho e continuo achando mais interessante o critério de 3 juízes. E afirmo: concordo que muita coisa tem que ser mudada no regulamento de exposições. Um forte abraço companheiro Zé!
Espero que tenha entendido meu ponto de vista!

José Alfredo Barreto – de Sete Lagoas (MG):

Entendi seu ponto de vista. Mas verifico que nuances apresentadas por você, todas elas, sem excessão, parte de uma premissa negativista quanto ao julgamento. Porque- digamos- a ABCZ conceber uma fórmula, adotando critérios calcados em princípios tais que norteiam o processo seletivo e daí tentar sepultar o subjetivismo que existem nestes julgamentos. O que acha companheiro? Premiar como? E coisas assim.

Roberto Bolsanello – do Espírito Santo:

Companheiro Zé

Acho que além dos animais, os juízes também tinham que receber notas, ou seja, os juizes com melhores notas em mais julgamentos estariam classificados pra EXPOZEBU, lógico que pontuando a qualidade da exposição também, seria estilo um ranking dos juizes. Seria a melhor forma vejo hoje... Pois acho ridículo associação indicar juiz para a ABCZ. (Vejamos algumas que um grupinho domina) e tal. Tinha que ser o mais transparente possível.
Outra: ter súmula...o juiz escrever os motivos das escolhas pelo menos das 5 primeiras, e isso passar numa comissão. Isso aí, termos uma comissão!!!
Bem, são idéias... Vamos trabalhar elas, galera!

Um abraço a todos.

E você leitor, O que acha? Dê sua opinião.

25 de nov de 2007

ExpoZebu 2008 terá um só jurado por raça

Uberaba (MG) - Reunião da diretoria da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) determinou no último dia 13 de novembro que a 74ª ExpoZebu terá apenas um jurado por raça. Os julgamentos também serão comparativos. Ou seja, o juiz chamará para si a responsabilidade de escolher o melhor animal da competição. "Todas as informações sobre os animais estarão disponíveis da mesma forma. Mas o jurado deverá comparar aqueles que entender que são fortes candidatos ao campeonato e então escolher as classificações", explica o presidente da ABCZ, José Olavo Borges Mendes. A determinação vale para todas as raças zebuínas que participarem da ExpoZebu.

A ABCZ está se comunicando com as associações promocionais das raças zebuínas para que elas incluam a forma de julgamento nas feiras promovidas por cada uma.

fonte: ABCZ

Gir Leiteiro: ABCZ prepara avaliação genética de matrizes para 2008

Uberaba (MG) - A Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) prepara para 2008 uma grande novidade na área de melhoramento genético. A partir do próximo ano, a raça gir leiteiro contará com uma avaliação genética de suas matrizes. Essa avaliação colocará o Controle Leiteiro em posição de revolucionar os critérios de seleção e acasalamento de gir leiteiro, segundo a gerente de Melhoramento Genético da ABCZ, Ice Cadetti Garbellini. "Identificaremos matrizes com alto potencial genético para produção leiteira e assim poderemos multiplicar esses genes, trazendo um real incremento a pecuária zebuína leiteira", explica.

Para que a avaliação seja feita, o rebanho deve obrigatoriamente participar do Serviço de Controle Leiteiro da ABCZ. Mas existe um detalhe importante que será indispensável para a avaliação: é preciso que os produtores não deixem de fazer controle leiteiro da primeira lactação de suas matrizes. "Só assim em parceria com a Unesp poderemos gerar as avaliações genéticas das matrizes com confiabilidade nos resultados", finaliza a gerente de Melhoramento Genético da ABCZ.
Fonte: ABCZ